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Linguagem e suas Alterações








A linguagem é uma das habilidades mais distintamente humanas. É o nosso principal meio de comunicação, fundamental para a expressão e elaboração de nossos pensamentos e sentimentos.


Em resumo, a linguagem é a maneira pela qual codificamos informações para compartilhar com os outros e interpretar as informações que recebemos do ambiente. Ela é essencial para expressar nossos pensamentos e interagir com o mundo.

Existem diferentes formas de linguagem, como a falada e a escrita, que envolvem áreas distintas do cérebro e mobilizam diferentes recursos de aprendizado e compreensão. Elas estão intrinsecamente ligadas aos órgãos sensoriais e à área cerebral responsável pela percepção.

No entanto, nem sempre a linguagem funciona da maneira esperada. Existem várias alterações da linguagem que podem afetar a comunicação e a compreensão. Algumas delas incluem:

  1. Afasia: a perda da linguagem, tanto falada quanto escrita, devido à incapacidade de compreender e utilizar símbolos verbais.

  2. Parafasias: formas mais sutis de déficit de linguagem, nas quais o indivíduo deforma determinadas palavras.

  3. Agrafia: a perda da habilidade de escrever.

  4. Alexia: a perda de origem neurológica da capacidade previamente adquirida para a leitura.

  5. Disartria: a incapacidade de articular palavras corretamente devido a alterações neuronais relacionadas ao aparelho fonador.

  6. Disfonia e Disfemia: disfonia é uma alteração na fala devido à mudança na sonoridade das palavras, enquanto a disfemia, como a gagueira, é uma alteração na linguagem falada sem lesão orgânica.

Essas alterações podem estar associadas a transtornos psiquiátricos primários e podem incluir sintomas como:

  1. Logorréia / Taquifasia / Loquacidade: produção aumentada e acelerada da linguagem, muitas vezes sem lógica no discurso.

  2. Bradifasia: fala muito vagarosamente.

  3. Mutismo: ausência de resposta oral.

  4. Perseveração e estereotipia verbal: repetição automática de palavras, frases ou trechos, geralmente de forma mecânica e sem sentido.

  5. Ecolalia: repetição automática das últimas palavras do interlocutor.

  6. Palilalia e Logoclonia: repetição das próprias palavras após emitidas.

  7. Tiques verbais ou fonéticos e coprolalia: produções recorrentes de fonemas ou palavras impróprias e irresistíveis. A coprolalia envolve a emissão de palavras obscenas.

  8. Glossolalia: produção de fala gutural e incompreensível.

  9. Neologismos patológicos: criação de palavras inteiramente novas ou atribuição de novos significados a palavras já existentes.

A avaliação clínica da linguagem é crucial para compreender e abordar essas alterações. É importante observar a produção e qualidade da fala do paciente, bem como sua capacidade de compreensão e expressão. A semiotécnica simplificada da linguagem pode ajudar na avaliação:

  • Como é a fala do paciente?

  • As respostas são coerentes?

  • O discurso é compreensível?

  • O discurso é gramaticalmente correto?

  • Há palavras estranhas?

  • Existem neologismos ou paralogismos?

  • Há repetições estereotipadas?

  • Existem tiques verbais?

  • O paciente tem dificuldades em encontrar palavras?

A compreensão das complexidades da linguagem é fundamental para a avaliação e tratamento adequados de alterações da linguagem e pode contribuir para uma melhor compreensão da mente humana.

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